segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Viva La Ignorancia


Tava lendo hoje um texto sobre corrupção muito interessante (na Super Interessante) e, num momento revoltoso, tentei sintetizar algumas opiniões, ideias e palavras de baixo calão em alguns tweets, intenção essa que, depois de quase 900 caracteres escritos, foi abandonada. Então lembrei dessa merda aqui.

O problema desse país (e de boa parte do resto do mundo) são as pessoas simples, e esse "simples" não tem nada a ver com educação acadêmica. Qualquer filho da puta que passa 5 anos numa universidade e, ao sair, continua sendo apenas mais um dos que só sabem repetir o bordão "são esses políticos que matam o país!" faz parte dessa categoria.



Não são os políticos que matam o país, os políticos são só um reflexo de VOCÊS, babacas, que se venderiam exatamente da mesma forma que os babacas que só tiveram um pouco mais de sorte, força de vontade ou dinheiro pra chegarem a esses cargos, porque desde muito antes dos gregos já tá incrustado na mentalidade humana essa necessidade de viver em uma sociedade prostituída pela falta de PORRA de princípio e/ou neurônio algum, repassando esse tipo de educação egocêntrica pros filhos e alimentando constantemente o ciclo e o sistema.

E não é só isso; até a música, a literatura, os filmes, a televisão e a arte em geral tomam parte na deturpação social gerada por esse sistema não menos que ESCROTO. Se existe tanto LIXO nessa área é simplesmente por causa dos FUDIDOS que, por não terem porra nenhuma na cabeça, criam esse lixo, e pelos ainda MAIS FUDIDOS que, tendo igual quantidade de cérebro, exaltam esse mesmo lixo.

No final das contas, tudo termina na mesma aristocracia de MERDA dos povos antigos que todo mundo sempre estuda com tanta repulsa nas aulinhas de história, regida por um povo que acha que felizes são aqueles que se rendem a seguir os princípios do consumismo norte-americano, que é simplesmente uma forma moderna de escravidão: grandes empresários nascidos brancos e em famílias ricas e tradicionais fazendo fortuna em cima de milhares de pretos e latinos (ou qualquer outro grupo segregado) que não compartilharam da mesma sorte e têm uma história construída em cima de séculos de servidão exploratória. O mundo é uma selva infestada por bichos humanos que acham que a evolução da humanidade cabe a revoluções industriais, tecnológicas e econômicas, e...

Não, foda-se. Isso é um assunto que, além de dar raiva, é muito amplo pra ser sintetizado por alguém sem vontade de desperdiçar muito tempo em tal propósito. Sim, voltou a porra do blog.





(sempre achei que crítica nenhuma tem credibilidade sem palavrões e algumas letras maiúsculas)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Hiato From Hell



Impedido de pôr a cabeça pra funcionar nesse calor infernal (que, por sinal, seria um dos temas do próximo post).
Sugestões serão aceitas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Post pra ninguém dizer

que não comentou por preguiça de ler.






E pra preparar o terreno pro textão que vem no próximo...

domingo, 14 de junho de 2009

Noirain

Uma coisa que nunca entendi é porque as pessoas gostam tanto de rotular tudo o que vêem e com o que convivem. Penso que em um futuro próximo, numa sociedade humanamente e metalinguisticamente perfeita, não existirão mais biografias. Cada ser humano carregará consigo próprio um único adjetivo, uma palavra recheada de prefixos e sufixos, representando tudo que for necessário saber sobre sua vida, emprego, religião, nacionalidade, escolaridade, estado civil, endereço, opção sexual, ficha criminal, telefone, time...

Pensem nas consequências para o mundo moderno. Seria o fim dos formulários. O fim dos longos e exagerados textos estilo "Quem Sou Eu", que todo mundo faz e ninguém lê. O fim do RG. As carteiras de identidade dariam lugar a fotos 3x4 plastificadas com uma única palavra carimbada. Palavras compostas seriam criadas para incluir extras, como medidas, avaliações médicas ou banda preferida.


Mas porque estou falando disso? Minha intenção era, como indica o tempo decorrido entre esse post e o anterior, fazer uma reintrodução do blog. Porém, como tudo na vida é pragmático (em algum lugar do mundo deve ser), pra não perder o texto acima, vou aproveitar a ideia dos rótulos, abrindo apenas um parêntese pra afirmar que a ideia de escrever "ideia" sem acento é ridícula.

Uma vez me perguntaram porque botei esse nome no blog, whenever rains. Ninguém me perguntou isso, é claro, mas a melhor forma de se explicar uma coisa é fingindo que alguém já se interessou o suficiente pra lhe perguntar sobre isso antes.

Voltando à pergunta, respondi à pessoa que o nome representava tudo que eu queria para um blog. Primeiro, o nome representa um jogo de palavras que usei pra criar o primeiro blog, o Whatever Rocks (http://whateverocks.blogspot.com/), e nada melhor pra chamar a atenção pra um blog do que um padrão criativo que já aparece desde o título.
O nome fala também da chuva, que para mim, sempre foi um símbolo de momento de reflexão, principalmente porque toda vez ela acaba cancelando a bola marcada para o horário. "Quando Quer Que Chova" se torna, então, o momento em que se tem tempo pra perder com um blog, por mais que nenhum dos meus posts tenha sido durante uma até agora.

Mas acredito que o motivo principal esteja por trás do noirismo.


A imagem da chuva adquire significados que variam de pessoa pra pessoa. Alguns vêem a chuva de uma forma colorida, alegre, como um prenúncio de um céu ensolarado, de uma paisagem orvalhada. Outros vêem a chuva com um certo romantismo, como o plano de fundo perfeito para um beijo, o cenário propício para longos olhares apaixonados. Alguns a vêem de forma triste, o símbolo de uma perda, a trilha sonora de um filme melancólico, alguns a vêem como palco para cenas de filmes de horror. Há ainda os que simplesmente odeiam toda e qualquer chuva, seja pelo repúdio ao mau tempo, pelas consequências urbanas ou pelo cancelamento da bola, que já mencionei. Entre muitos outros significados que poderia citar, destaco o que me trouxe a esse texto: uma visão noir da chuva.

Poucos estilos me atraem como o noir. A mistura do moderno com o sombrio, da solidão com o assassinato, do urbano com o soturno, do p&b com a moralidade ambígua.

E é nesse contexto que a chuva entra. Como uma cúmplice de crimes, uma guardiã silenciosa da morbidez das ruas de mármore frio de um cenário sem cor, como uma Nova York dos anos 30. Uma representação cínica e imoral da depressão inerente à vida. A chuva descolore o derredor e embaça nossas linhas de visão, tornando-se o mais próximo do que poderia ser chamado de "preto e branco da vida".


Em suma, tudo sobre o que vocês podem esperar ler aqui.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Filosofia Two O'Clock

Warning: This Text Is B.O.R.I.N.G. (Bobo, Ofensivo, Retardatório, Inaceitável, Niilista e [de um certo ponto de vista] GAY)

Filosofia Two O'Clock
é uma técnica de escrita que consiste em se escrever um texto o mais metafórica e enfadadamente possível após as duas da manhã (horário-padrão mundial da completa falta do que fazer). Neste método discursivo, não há necessidade alguma de clareza, de gramática ou mesmo de sentido. É uma técnica que surge como conseqüência de um dos piores e mais trágicos efeitos da globalização: os seres humanos não tem mais tempo nem para pensar. O Honorável Horário das Duas da Manhã, uma faceta muito presente no cotidiano do homem do século XXI, e que na pré-história não devia sequer ser conhecida, acaba encaixando-se perfeitamente nos atuais moldes pseudo-psicológicos da raça humana.
Descartando-se o fato de que você trabalhe de madrugada (sabe Deus em que área), pare pra pensar nos momentos do dia em que você perde tempo achando que está filosofando. Se não é às duas da manhã, então não é em nenhum outro momento. Se Descartes existisse nos dias de hoje, não existiria - pelo menos até as duas da manhã - pois não pensaria. Se Machiavel estivesse fadado a viver em uma época onde os trabalhos, os estudos e os programas bugados o forçassem a ter que adiar todos seus planejamentos de pensamento filosófico para as duas da manhã, provavelmente não teria escrito mais que livros de culinária. (Sócrates saíria no lucro, pois continuaria só sabendo que nada sabia.)
A própria ciência começou a se preparar contra o estado alarmante e deplorável da utilização do cérebro humano nos últimos 50 anos. Como ela fez isso? Com o projeto do cérebro eletrônico. Cientistas crêem que em alguns anos, graças à deteriorização cerebral mundial, nossas mentes sofrerão danos seríissimos e irreparáveis. A grande e renomada empresa científica Cerebral Automatic Creator Enviroment Tecnological Enterprise (CACETE) já tem um grande projeto em andamento, já que de acordo com as estatísticas, no futuro precisaremos ser treinados por robôs altamente dotados para que possamos executar alguns comandos, comandos estes batizados pela comunidade científica com a sigla SDDP (Senta, Deita e Dá a Pata).
A que se reduziu a filosofia nestes tempos? A um curso na USP em que se aprende tudo que outras pessoas já pensaram nos últimos 2 mil anos, deixando-lhe o simples trabalho de concordar ou discordar delas, e muitas vezes sequer lhe dando este direito? A filosofia, diferente de todas as outras formas de pensamento criativo, deve primar pela reinvenção da roda.
Veja só, falar sobre filosofia tornou-se tão complicado e, por um certo lado, inútil nos dias de hoje, que as minhas Honoráveis Duas Horas da Manhã de Cada Dia Dai-Nos Hoje já são Três. E o que se aprendeu, o que se desprendeu e - o mais importante - o que se ENTENDEU desse desabafo meticulosamente ontológico sob uma perspectiva crítico-analista da filosofia do século XXI?

Que a matemática é muito melhor. (HAHAHAHAHAHAHAHAHA)

terça-feira, 11 de março de 2008

Chuva de Verão

Um dos melhores macetes pra se escrever um bom texto é perder 10 minutos procurando uma boa idéia e depois desistir. Depois de algumas horas, o seu subconsciente (que diferente de você, persiste) estará com um tema todo formulado e esculpido perfeitamente ao seu gosto, seja ele bom ou ruim.

É claro que muitas vezes, dependendo da temperatura ambiente, da temperatura corporal e de se você é burro ou não, essas "algumas horas" podem estender-se por algumas semanas.

Nesse caso, escreva 9 ou 10 linhas de pura enrolação e diga que está se sentindo mal e que só deu tempo de escrever isso. Diga que na próxima semana você jura que termina. Aí...


...pessoal, desculpem, mas vou ter que parar por aqui, tou me sentindo meio mal; semana que vem eu termino.